17 Abr 2015

StartIUPI em entrevista – Inspiring People

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A StartIUPI começou em Setembro de 2012 e é um projecto que tem em vista fomentar e desenvolver competências empreendedoras em crianças e adolescentes.

O que inspirou a StartIUPI?

Percebemos que muitas pessoas têm potencial empreendedor, simplesmente não concretizam as suas ideias por falta de conhecimentos, dificuldade em apresentar as suas ideias ou falta de confiança.
Todos os dias víamos a dificuldade de novos empreendedores, que mal sobreviviam à crise, e por isso decidimos que era preciso intervir, dar-lhes ferramentas para o sucesso. E porque não começar a estimulá-los desde pequenos?

A StartIUPI nasceu, assim, de um sonho: formar crianças para terem um futuro melhor!
O nosso objetivo não é tornar todas as crianças empreendedoras, no seu conceito mais conhecido de criação de negócio, mas sim que adquiressem as mesmas competências que os empreendedores bem sucedidos têm: a autoconfiança para prosseguir os seus sonhos, a capacidade de conseguirem apresentar as suas ideias, reconhecerem a importância do trabalho em equipa e da concretização de parceiras (sejam elas com os pais, amigos ou professores), tomassem responsabilidade pelas suas atitudes, para além de desenvolverem desde cedo a capacidade de saber ouvir e de ganharem ferramentas que lhes permitam organizar e planear o seu trabalho.

Que obstáculos encontraram desde a ideia até à execução?

Iremos sempre encontrar obstáculos mas os principais que encontrámos foram aprender como funciona o meio escolar e como é que nos poderíamos inserir nas escolas. Não queríamos ser vistos como “intrusos” mas sim como “parceiros” dos professores e das escolas. Afinal todos tínhamos, e temos, o mesmo objectivo: contribuir para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças.

A formação de pessoas de modo a assegurar que todos os pedidos de formação, a nível nacional, fossem correspondidos garantindo a qualidade dos programas foi outro obstáculo bem como a gestão do tempo e acudir os múltiplos pedidos: ir às escolas, ATL’s e empresas.

O que vos levou a acreditar que conseguiriam?

Descrevemo-nos muitas vezes como uma equipa de irrequietos, temos constantemente novas ideias para melhorar os nossos programas, criar novos, engerdrar novas formas de nos envolvermos com o nosso público-alvo e por isso não temos medo de testar, na prática, diferentes ideias e de as “deitar fora” caso percebamos que realmente não resultam. Estamos em constante mudança e não a tememos.Temos também a consciência da importância de criar sinergias com outras entidades de modo a estarmos constantemente a aprender e a sondar novas oportunidades de negócio. Não nos fechamos a nenhuma ideia por mais disparatada que esta possa parecer ao início. Mas o principal factor foi a nossa paixão pelo empreendedorismo e pela educação. Ao juntarmos as duas componentes tudo se tornou fácil e o projecto ganhou uma alma própria.

Diariamente o que vos inspira a fazer mais e melhor?

Somos inspirados todos os dias com os nossos próprios programas! Quando estamos numa sala de aula a formar crianças com conceitos para “adultos” mas deixando-as ser crianças com a sua criatividade, imaginação, inguenidade e muita brincadeira à mistura percebemos que algo se perde quando nos tornamos adultos.
Percebemos que para além de inspirar crianças, inspiramos os próprios professores que se apercebem que afinal existem maneiras divertidas e pedagógicas para ensinar às crianças conceitos complexos ao mesmo tempo que potenciamos todas as características que uma criança tem e que eventualmente perdemos quando crescemos.

Por outro lado, a busca proactiva por fazer coisas novas e diferentes é extremamente gratificante já que nunca estivemos, nem pretendemos estar, presos a um guião, a uma metodologia académica ou aos ensiamentos dos livros de gestão e inovação. Acreditamos na capacidade de cada membro da nossa equipa para prosseguir com as suas ideias e testá-las.

Qual o maior desafio em ter um negócio próprio?

A incerteza! Existe incerteza sempre. Se um produto vai funcionar, se tem impacto, se é divertido, se vamos conseguir mantê-lo, se vale a pena… Como é que ultrapassamos essa incerteza? Aprendemos a geri-la com confiança no que fazemos e com consciência que iremos errar algumas vezes, mas que errar faz parte do processo de desenvolvimento. O importante é não desistir e ter sempre presente o nosso objetivo: que os mais jovens sejam capazes de encarar o empreendedorismo como uma forma de estar na vida.

Que metas a StartIUPI deseja atingir em 2015?

Nos primeiros dois anos, a StartIUPI esteve essencialmente numa fase de aprendizagem: compreender como funcionava o mercado escolar, as técnicas e dinâmicas de formação para crianças e de desenvolvimento e aperfeiçoamento dos nossos programas, bem como a construir uma marca forte e apelativa a todos os públicos.
Nos próximos anos esperamos que as nossas metodologias sejam acessíveis a todos e aplicadas a nível nacional. Pode parecer um objetivo ambicioso, mas acreditamos que é possível. Queremos alargar o nosso leque de programas, aumentar a nossa presença nas escolas, principalmente na rede escolar pública e moldar a visão que os professores têm sobre o ensino do empreendedorismo no contexto escolar. Para isto, pretendemos lançar um programa de formação sobre empreendedorismo nas escolas, mas dirigido para professores. Ou seja, nós fornecemos material didáctico e pedagógico (planos de aulas, exercícios, dinâmicas) e os professores replicam nas salas de aula.

Em Dezembro 2012 lançámos o nosso livro “StartIUPI – Fazer Coisas”. Um livro para pais e professores, baseado no desenvolvimento de sete competências do empreendedor, e no incentivo à ação e à concretização de projetos. Em 2015 pretendemos lançar um livro para crianças, onde estas aprendem o ciclo de criação de valor e gerem a sua primeira loja. A nível organizacional queremos aumentar a nossa pool de formadores e equipa, e encontrar um espaço próprio e fixo para as nossas formações.

Que conselho deixariam para alguém que queira ter um negócio inovador?

Que façam o que gostam, que não comecem por procurar um negócio mas sim por procurar as suas paixões e depois percebam como podem criar valor através delas para terceiros. Ser empreendedor é ser capaz de fazer das fraquezas forças, ver uma oportunidade em cada obstáculo, ser persistente, criativo e eficaz!

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